Maria Judite de Carvalho (1921-1998) foi uma escritora portuguesa, unanimemente considerada uma das vozes femininas mais importantes da literatura nacional do século XX.

É autora de contos, novelas, crónicas, assim como de uma peça de teatro e de um livro de poesia.

A sua infância não foi feliz. Obrigada a ficar sem os pais aos três meses de idade, cresceu na casa das tias paternas, numa “atmosfera escura e sombria”.

Em 1944, conheceu Urbano Tavares Rodrigues, com quem casou em 1949.

Morre em Lisboa o ‎18 de janeiro de 1998 com 76 anos.

 

 

Entre as súas obras encontramos estes romances que temos que destacar:

  • Os Armários Vazios (1978).
  • O Seu Amor por Etel (1967).
  • Seta Despedida: Seta Despedida é um conto surpreendente de reflexão sobre as etapas da vida e a complexidade da natureza humana.
  • George: O conto "George", publicado em 1995, texto ficcional curto de género literário, narra a viagem do mesmo à vila onde cresceu, dando a conhecer através de encontros com Gi e Georgina, as diferentes etapas da vida de George.
    Neste conto, a personagem Gi representa a Adolescência de George, inocente, curiosa, imatura e frágil, Gi tem a vida toda pela frente e não pretende abdicar de nada.

Tamén encotramos algunhas crónicas como:

  • A Janela Fingida (1975).
  • O Homem no Arame (1979).
  • Este Tempo (1991).

A aparente simplicidade da linguagem de Maria Judite de Carvalho não pode deixar de ser perturbadora. Uma linguagem pouco ornamentada, essencial, depurada, torna-se o lugar da interrogação do real, questionando-o, inscrevendo assim já a mudança neste tempo.

No blog da Biblioteca Municipal de Grândola pódese ver un extracto da súa obtra Este tempo.